

Linguagem
A construção da linguagem visual no âmbito da Cidade Europeia do Desporto 2015 partiu da premissa de transformar imagens fotográficas reais — captadas em momentos representativos das modalidades e ambientes locais — em elementos vetorizados de alto impacto visual.
Este processo foi fundamental não apenas para fins estéticos, mas sobretudo para garantir coerência, escalabilidade e adaptabilidade gráfica em suportes de diferentes naturezas, formatos e dimensões.

A sequência apresentada ilustra o percurso metodológico adotado, desde a captação fotográfica inicial (Prancheta 1) até à sua integração final nos materiais de comunicação (Prancheta 6 e 7). O processo começou com a seleção e recorte das imagens originais (Pranchetas 2 e 3), seguido da vetorização manual (Prancheta 4), permitindo extrair as formas essenciais e reduzir a imagem a uma silhueta expressiva e tecnicamente precisa. Esta estilização gráfica foi posteriormente sobreposta a fundos cromáticos sólidos (Prancheta 5), compondo uma identidade visual forte, contrastante e imediatamente reconhecível.
A opção pela vetorização revelou-se estratégica e necessária devido às exigências de produção em larga escala, nomeadamente para painéis de grande formato, sinalética urbana, materiais promocionais, plataformas digitais e impressões editoriais. Ao preservar a nitidez, a consistência formal e a integridade da composição gráfica em qualquer escala, os elementos vetoriais asseguraram uniformidade visual em toda a comunicação da CED, independentemente do meio utilizado.

Além da componente funcional, a vetorização permitiu também a construção de uma linguagem visual coerente com os princípios da comunicação contemporânea — clara, modular, simbólica e adaptável — contribuindo para reforçar o impacto institucional e a memória visual do evento. A Prancheta 7, por sua vez, evidencia as preocupações com a centralidade, legibilidade e equilíbrio visual, orientando a aplicação das peças vetoriais segundo um sistema gráfico padronizado, coerente com a identidade global do projeto.
Este processo integra-se numa lógica de design estratégico aplicado à comunicação pública, onde a Média-Arte Digital se manifesta não apenas como suporte tecnológico, mas como prática criativa e crítica capaz de transformar dados visuais do real em linguagem simbólica durável, adaptada ao espaço urbano e ao imaginário coletivo.
A partir desse momento passou-se a realizar protótipos da implementação dos vectores para maquetes de teste como cartazes e desdobraveis que podemos ver em baixo alguns dos muitos criados, chamo á atenção da diferrença de vermelhos pois neste momento o pantone para os eventos ainda não estava definido:
Exemplo de Arte gráfica e dos passos iniciais até produção ou implementação, neste caso já em formatos oficiais aréa de eventos da comunicação para a CED:





